A Educação Profissional Pública em SC
No começo do século XX, a sociedade brasileira transitava gradativamente da era do trabalho artesanal para o trabalho industrial. Além do ensino primário, a Escola de Aprendizes Artífices de Santa Catarina, no seu primeiro ano de funcionamento, em 1910, oferecia formação em desenho e oficinas de tipografia, encadernação e pautação, carpintaria da ribeira (hoje denominada construção naval), escultura e mecânica, que incluía ferraria e serralheria. Estas últimas, por exemplo, atendiam à necessidade dos principais meios de transporte públicos da época: os bondes puxados a burro e as embarcações que transportavam pessoas e carga do Continente para a Ilha de Santa Catarina.
Na medida em que o século foi evoluindo, a instituição adaptou-se às novas exigências da sociedade quanto à formação de artífices, técnicos e, mais adiante, de tecnólogos. Em 1937, passou a chamar-se Liceu Industrial de Santa Catarina. E, em 1942, transformou-se em Escola Industrial de Florianópolis. Em 1965, outra mudança, com a denominação de Escola Industrial Federal de Santa Catarina.
![]() |
| Foto: Bira Dias |
Foi somente em 1968 que nasceu a Escola Técnica Federal de Santa Catarina, em torno da qual se criou uma forte tradição de qualidade e competência associada à formação técnica e tecnológica que viria a fornecer mão-de-obra e serviços para o Polo Tecnológico local. Em 2002, ocorreu outro grande salto, com a criação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina, o Cefet/SC, que passou a oferecer também cursos superiores.
Na virada de 2008 para 2009 – ano do centenário das Escolas de Aprendizes Artífices no Brasil – ocorreu outra transformação qualitativa na educação profissional pública federal catarinense, dando origem ao Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC) e ao Instituto Federal Catarinense (IFC). Cada um dos Institutos tem sua respectiva Reitoria, o IF-SC em Florianópolis, e o IFC em Blumenau.
Tanto o IF-SC como o IFC incorporaram antigas unidades de ensino federal técnico, agrícola e tecnológico espalhados em outros municípios. Ambos os Institutos encontram-se em expansão para novas localidades, e detalhes podem ser acessados e acompanhados pelos websites das instituições.
Já no âmbito da educação profissional pública estadual, as escolas e unidades de ensino estão sob a administração da Secretaria de Estado da Educação (SED), e classificadas como CEDUP – Centro de Educação Profissional e NEP – Núcleo de Educação Profissional, e também operam junto a outras diversas EEBs – Escola de Educação Básica e EEMs – Escola de Ensino Médio. Os CEDUPs são em número de 16. E as EEBs e EEMs que oferecem alguma modalidade de educação profissional totalizam cerca de 70 unidades (SED/base agosto/2010). Saiba mais sobre as mesmas em Instituições de Ensino ou junto à SED.

